Estresse (stress): Atendimento Clínico Psicológico
Por: Eliane Domingues Carbone
CRP 06/45999
O termo estresse foi utilizado pela primeira vez por Hans Selye em 1936 para descrever o que ele definiu como Síndrome Geral de Adaptação, a partir de suas conclusões com experimentos em animais que eram submetidos a situações agressivas diversas, tais como dor, frio e fome, e cujos organismos sempre respondiam de forma regular e específica com as mesmas alterações, do ponto de vista anatomo-funcional.
Compreende-se estresse como um conjunto de reações aos estímulos que causam distúrbios no equilíbrio de um organismo, freqüentemente com efeitos danosos, podendo ele ser: físico, psicológico ou social (exposição a ruídos, aglomeração urbana, isolamento, eminência de violência, trabalho monótono e repetitivo, dificuldade nos relacionamentos, depressão, entre outros).
Independente do fator desencadeando do estresse (de origem física, psicológica ou social) a resposta do organismo dá-se de forma semelhante, através da ação integrada dos sistemas nervoso, endócrino e imunológico.
Quando a reação de adaptação do organismo ao estresse é inadequada ou insuficiente, aparece a doença: o aumento na liberação de hormônios da glândula supra-renal é tomado como indicador clínico de resposta ao estresse.
Atualmente, com o trabalho clínico psicológico desenvolvido, parte da medicina voltou-se para uma compreensão mais integrada do processo de saúde e doença. Tornando necessário que se percebesse que o organismo é um todo, de forma que a alteração em uma das partes altera o todo.
O atendimento clínico psicológico pode oferecer estratégias de ação tanto preventivas, quanto de apoio e acompanhamento, em situações de estresse ou de doença orgânica já estabelecida: promovendo uma maior conscientização corporal, auxiliando ao reconhecimento das situações estressoras e o reconhecimento de novas possibilidades de ação, favorecendo a mudança.
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