Atendimento Clínico Psicológico:Ansiedade e Pânico
Por: Eliane Domingues Carbone
CRP 06/45999
A pessoa com transtorno de pânico tem um transtorno de ansiedade que não é detectável em exames médicos ou em lesões cerebrais que expliquem os sintomas.
Os sintomas de uma crise de pânico aparecem subitamente, sem nenhuma causa aparente. Estes ataques são repentinos e incontroláveis com manifestações físicas e emocionais muito intensas:
- palpitações (o coração “dispara”);
- dores no peito;
- tontura, atordoamento, náusea;
- dificuldade para respirar;
- sensação de formigamento ou de fraqueza nas mãos;
- calafrios ou ondas de calor;
- sudorese;
- sensação de estar sonhando ou distorções de percepção da realidade;
- terror - sensação de que algo terrível está prestes a acontecer e de que se está impotente para evitar tal acontecimento;
- medo de perder o controle, fazer algo embaraçoso, ou enlouquecer;
- medo de morrer.
Embora o ataque dure apenas alguns minutos uma sensação de mal estar pode se prolongar por muitas horas depois.
O ataque do pânico ocorre em qualquer lugar, geralmente, sem motivo aparente e na maior parte dos casos, a pessoa passa a temer o lugar onde sofreu a primeira crise, evitando sair de casa ou ir a lugares de onde não possa conseguir ajuda rapidamente: prejudicando sua vida profissional, social e amorosa.
Reconhecer o pânico como um problema emocional acaba por sugerir que é uma invenção da pessoa ou que poderia ser controlado por ela. Porém, o relato dos pacientes quando chegam ao consultório, é de total ausência da possibilidade de conter os sintomas quando esses ocorrem.
Os melhores resultados obtidos no atendimento clínico psicológico são obtidos muitas vezes, com a combinação da intervenção médica. Sendo que os medicamentos utilizados (antidepressivos e certos benzodiazepínicos) atuam diferentemente e tem efeitos colaterais diversos. Para tanto, é importante uma programação individualizada para cada paciente.
Os pacientes encontram no atendimento clínico psicológico a possibilidade de questionar além dos sintomas, levando-os a controlar e re-significar as crises, com o re-posicionamento frente à angústia, ou seja, o encontro com o abandono e a impossibilidade da completude humana.
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